A base oficial da NHTSA registrou mais de 1.000 campanhas de segurança nos primeiros três trimestres de 2025. A Ford encabeça o ranking pelo sétimo ano consecutivo com 153 campanhas que afetaram 13,2 milhões de veículos. Quais marcas concentram os maiores volumes de recalls e quais apresentam os alertas mais críticos?
Metodologia: dados acumulados janeiro–setembro 2025 da base pública NHTSA. São contabilizadas campanhas únicas pelo número de campanha. Veículos afetados podem se sobrepor entre campanhas da mesma marca.
Lidera pelo sétimo ano consecutivo. As campanhas do F-150 e Explorer concentram 40% do volume.
Segundo lugar consolidado. RAV4 e Tundra são os modelos com maior atividade de campanhas no ano.
CR-V e Pilot seguem acumulando campanhas relacionadas a airbags Takata de segunda onda.
Silverado e Equinox dominam a contagem. Falhas elétricas em sistemas ADAS concentram os alertas críticos.
O maior percentual de campanhas de alta severidade (59%) entre as marcas premium do ranking.
Grand Cherokee e Wrangler concentram a atividade. Falhas em software de transmissão e freios ABS.
Ram 1500 e 2500 com campanhas em direção e sistema de combustível. Muitas compartilham origem com Jeep.
Altima e Rogue protagonizam as campanhas de 2025. Sensor de estacionamento e câmera de ré.
Destaca-se que 80% das campanhas se resolvem com atualizações OTA, sem visita à oficina.
Sistema iBooster e falhas elétricas na linha EQ concentram os alertas de maior severidade.
Ford: o domínio que não cede
A hegemonia da Ford no ranking de recalls tem uma explicação simples: volume de produção. Com mais de 2 milhões de veículos vendidos por ano só nos EUA, qualquer defeito de projeto impacta uma quantidade massiva de proprietários. Seus modelos mais consultados — o F-150 e o Explorer — concentram quase 40% das campanhas anuais.
Em 2025, a Ford lançou campanhas relevantes ligadas ao módulo de airbag frontal do F-150 2021–2023 e a falhas no sistema de frenagem de emergência do Explorer 2020–2024. Veja o detalhe completo na página de recalls Ford.
A exceção Tesla: mais campanhas, menos oficinas
A Tesla ocupa o 9º lugar com 38 campanhas, mas seu perfil é radicalmente diferente do resto. Aproximadamente 80% dos seus recalls em 2025 foram resolvidos com atualizações Over-the-Air (OTA) enquanto os carros estavam estacionados, sem que os proprietários precisassem ir à oficina.
Isso muda a métrica relevante: para a Tesla, o número de campanhas diz pouco sobre o transtorno real para o proprietário. Vários analistas argumentam que o sistema OTA permite detectar e corrigir defeitos mais rápido do que o modelo tradicional, o que paradoxalmente pode gerar mais campanhas, não menos.
Veja em todos os recalls Tesla.
BMW: menos campanhas, mas as mais críticas
A BMW não é a marca com mais recalls em 2025, mas é a que registra o maior percentual de campanhas de alta severidade: cerca de 59% das suas 58 campanhas correspondem a defeitos que a NHTSA classifica como risco real à vida.
O sistema iBooster de freios eletro-hidráulicos — usado na Série 3, Série 5 e nos elétricos i4 e iX — concentra os alertas mais graves. A falha pode causar perda parcial ou total da assistência ao freio, especialmente em condições de temperatura extrema.
Confira o histórico completo na página de recalls BMW.
O que esse ranking significa para o proprietário?
O ranking de marcas é útil para entender padrões da indústria, mas o que importa para o proprietário individual é se seu ano e versão específicos têm recalls ativos não resolvidos. Um carro de uma marca com poucos recalls pode ter campanhas críticas pendentes; um Ford pode estar completamente em dia.
A recomendação é verificar diretamente por marca e modelo: