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Ford e Takata: Recalls de airbags no Mustang 2013 (Colômbia) e modelos 2024 (México)

17 de maio de 2026·4 min de lecturafordtakataairbag

A Ford tem 2 recalls de airbags Takata registrados em organismos latino-americanos: o Ford Mustang 2013 na SIC da Colômbia e um recall genérico 2024 na PROFECO do México. Embora a Ford acumule globalmente milhares de campanhas, sua exposição específica ao escândalo Takata na América Latina é surpreendentemente limitada — e, ao mesmo tempo, segue ativa em 2024.

Ford Mustang 2013 — recall Takata na SIC Colômbia

A Superintendência de Indústria e Comércio (SIC), órgão oficial de recalls da Colômbia, registra uma campanha sobre o Ford Mustang 2013 pelo já conhecido defeito do inflador Takata.

Segundo o texto oficial publicado pela SIC: «O fornecedor Takata determinou que as pastilhas do propelente do inflador da bolsa de ar podem, em alguns infladores, sofrer alguma alteração». A consequência descrita pelo órgão é direta: «Essa condição potencial poderia gerar uma pressão interna excessiva quando a bolsa de ar é acionada».

Traduzindo da linguagem regulatória: o inflador pode se romper ao ser acionado e projetar fragmentos metálicos contra os ocupantes. É o mesmo defeito que provocou mais de 30 mortes e centenas de feridos no mundo todo, e que levou à falência da Takata Corporation em 2017. O Mustang 2013 é um esportivo icônico, popular no mercado colombiano de importados, e o reparo — troca do inflador — é gratuito em qualquer concessionária Ford autorizada.

Ford 2024 com airbags Takata na PROFECO México — o problema continua?

O segundo recall é mais curioso. A PROFECO — Procuradoria Federal do Consumidor do México — registrou em 2024 uma campanha com a denominação genérica «FORD Bolsas de aire Takata (modelo 2024)». O registro não especifica o modelo exato, mas confirma algo importante: os recalls relacionados a airbags Takata não terminaram em 2017 com a falência da empresa.

Como isso é possível? Quando a Takata pediu falência, seus ativos produtivos foram adquiridos pela Joyson Safety Systems (subsidiária da chinesa Ningbo Joyson Electronic), que seguiu fabricando sistemas de retenção. Alguns infladores produzidos sob novas especificações continuaram apresentando problemas, e campanhas complementares seguem aparecendo em órgãos como a PROFECO, a NHTSA e outros reguladores até hoje.

O registro da PROFECO é propositalmente genérico porque cobre lotes amplos de produção. Se você tem um Ford modelo 2024 comprado no México, vale verificar se o seu chassi está incluído na campanha.

Por que a Ford tem tão poucos recalls Takata?

Em comparação com a Honda (mais de 1.000 recalls Takata), a BMW (centenas) ou o próprio grupo Volkswagen, a exposição da Ford ao inflador defeituoso é relativamente menor. Três razões explicam a diferença:

  • Diversificação de fornecedores. A Ford trabalhou historicamente com vários fabricantes de airbags (Autoliv, TRW, Key Safety Systems além da Takata). A Honda, por outro lado, tinha a Takata como fornecedora praticamente exclusiva.
  • Modelos afetados específicos. Os recalls Takata na Ford concentram-se em Ranger, Edge, Fusion e, como vemos, o Mustang — não em toda a linha.
  • O grosso dos recalls Ford vai para outros lados. A Ford tem problemas crônicos em outras categorias: incêndios de motor (EcoBoost), transmissões DCT, software das telas SYNC e, recentemente, câmeras de ré. Os airbags Takata são uma fração menor do total.

Como verificar se o seu Ford tem recall Takata

Há três caminhos complementares:

  • Consulta por chassi (VIN) na vinfo.la — o método mais rápido e preciso, aplicável a recalls de qualquer país.
  • Concessionária Ford autorizada — consulta direta no sistema oficial da Ford Motor Company.
  • Órgãos oficiais: NHTSA (EUA), SIC (Colômbia), PROFECO (México), SENATRAN (Brasil) ou DNRPA (Argentina).

O reparo — troca do inflador Takata por um componente verificado — é totalmente gratuito, independentemente da idade do veículo ou se você é o primeiro ou o quinto dono. O VIN é universal: um Mustang 2013 importado para o Brasil mantém a elegibilidade do recall emitido na Colômbia ou nos EUA.

Recursos úteis

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